Aqui algumas situações vividas, pensadas e refletidas pela mente de uma adolescente, superações, medos , traumas, intimidades , relacionamentos, idiotices, reconhecimento, crescimento, mudança de vida ,erros , saídas , bebidas, amizades, reflexões sobre a sociedade atual ,uma nova visão do mundo . Aqui, reflito o mundo com minhas palavras, e com minha visão . aqui deixo um pouco de mim, um pouco de complexidade , entender o que eu sou depende de você , aqui eu sei que vai ajudar muito esta compreensão , faço daqui o meu mundo , meu diário , minhas confissões mais ocultas estão aqui . os meus segredos estão nas entrelinhas de cada post que aqui está. Bem vindo ao meu mundo!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

revolta. 20-07-011

Sabe , eu pareço não demonstrar mas eu me sinto sozinha , ou me sentia antes disso acontecer , eu me via como um nada aqui . E me feria a cada atitude que eles* tomavam sobre mim , eu tinha tudo e não tinha nada ;
Tinha carinho do namorado , dos amigos , mas sentia que faltava algo mais pra me sentir inteira , e quando eu digo algo mais não estou me referindo a coisas materiais , é algo que eu não sei explicar , chorava dias e noites e a raiva ia se alimentando mais e mais . até que neste dia alguém ele* reparou e veio conversar comigo , me perguntando o que estava acontecendo só que com um cinto nas mãos me amedrontando e muito nervoso , disse que já não aguentava mais as coisas que eu fazia e como eu estava tratando-o , o ódio foi crescendo e quando fico nervosa digo coisas e ignoro coisas sem pensar , ele* só sabia me perguntar o que foi e eu só respondia ' não foi nada , não vou falar nada com você me amedrontando'  , e na terceira vez que ele* perguntou e modifiquei a resposta , " não é nada , não vou falar por que vou estar ocupando o seu tempo não é?! " . não foram as últimas palavras que ele* escutou , ele ainda escutou gritos , choros , berros , e palavras ofensivas mas ele não dava atenção ao que eu estava sentindo só estraçalhava meu corpo , me deixando com marcas horríveis e cruéis nos braços e nas pernas , alguns lugares sangravam muito mas ele* não parava , na hora eu só sabia gritar ' bate, meu corpo não dói mais do que meu coração ' , o que mais me matava era ver que todos estavam em casa assistindo aquela guerra na porta do quarto e nada faziam , nenhuma palavra diziam parece que estavam esperando isso a muito tempo . Eu tremia , meu psicológico gritava que meu cérebro quase ficou surdo . eu tinha tudo para ficar com ódio mortal dele* , mas fiz um gesto que não tinha feito antes : perdoei , eles* estavam saindo de casa para ir ao shopping ; desci as escadas lentamente , ainda chorando e soluçando muito , perguntei aonde pai estava  ela* me disse que era pra mim voltar para o meu quarto e evitar mais confusão, ouvi a voz dele* fui lá , dei um abraço bem forte chorei e disse : não sai de perto de mim não , nunca mais ! " . voltei ao meu quarto , fui cuidar das feridas .

(Kathêe Lima)

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